domingo, 21 de janeiro de 2007

37 graus


ilustração by Sebastián Santana


uma crise virtual se apodera aqui ao som de Ali Dragon em meu computador. sabe um desses momentos paralisados buscando um ponto fixo para olhar? sabe aquela frase que é um filme de Spike Lee: "faça a coisa certa"? então, sem pessimismo ou temor, assumir as mudanças que se fazem necessárias. mesmo que a trama mental não permita ir além de divagações baratas nesse domingo de intenso calor, acalmado apenas por uma cerveja gelada... a verdade é que tenho os olhos cansados dessa tela. sei que há algo melhor que fazer, além dessas escrituras em código binário. uma outra liberdade, que faz falta nessa distância impessoal... o certo é que esse blog agoniza por falta de identidade. ele é amorfo, caótico. consciente disso, revelo a intenção de exercer meu micropoder (ah! Foucault!) de destruição... estancar sua inutilidade - em meio a tantas outras que suporta a grande rede mundial de computadores. um blog que soma-se aqueles de humor barato, ou de literatura de quinta. intenções de transgressões desqualificadas. atos semi-públicos. revelações privadas. fácil produto doméstico. contracultura anticultural. frivolidades intelectuais. reflexões sem esforço. estranho hobbie de busca da felicidade. enfim, compartilhar, como perfeitos católicos romanos, história e confidências. sim, somos livres consumistas de vícios insanos... reconheço que hoje foi uma tarde bacana, reconfortante, mesmo com o sol ardendo a quase 37 graus. mas há algo melhor a fazer... os fatos, as ações mais simples tem outras cores, outros nomes... o mundo se agita, melhor seguir esse pulsar, começando desde o movimento ordinário de uma rua.

3 comentários:

Anônimo disse...

teu blog é daqueles que se destaca no meio de mil :D

[e cerveja é sempre bom quando faz 37°C]

beijos,

kataoka

Claudio disse...

agora que consigo acessar teu blog você vai fechar? tem coisas bacanas
aqui, Maria Simone...
vontade de 37 graus de Fortaleza!
bjos

deivy disse...

eu me sinto como esse blog, tambem sou amorfo. as mudanças que se fazem necessárias são dificeis demais, coloca em jogo toda nossa crença.

um baccione